quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
FÍGADO - Avaliação Laboratorial para Prevenção de Doenças
O fígado é um órgão vital para o funcionamento do organismo e realiza inúmeras funções essenciais. Doenças hepáticas são muitos comuns em cães e gatos. Uma hepatopatia é caracterizada por qualquer distúrbio que acarrete em lesão de hepatócitos, colestase ou ambas e pode ser a causa ou não de uma insuficiência hepática. e pode ser a causa ou não de uma insuficiência hepática. A insuficiência hepática ocorre quando setenta a oitenta por cento da massa funcional hepática estiver. As causas destes distúrbios podem ser diversas, tais como intoxicações por agentes químicos ou drogas, doenças neoplásicas, metabólicas, isquêmicas e infecciosas. Dentre as doenças infecciosas temos o vírus da Hepatite Infecciosa canina; Leptospirose principalmente nas sorovares L. icterohaemorragiae e L.qrippotyphora, a Dirofilariose que pode causar necrose hepática devido à congestão e isquemia na síndrome da veia cava e a Toxoplasmose que também é causa de insuficiência hepática aguda.
Por ser um órgão com uma função de “desintoxicação”, é muito vulnerável a sofrer injúrias. Outras alterações extra-hepáticas também podem causar alterações no fígado, como, doenças
cardiovasculares, gastrointestinais e metabólicas. Porém, por tratar-se de um órgão com alta capacidade de regeneração, só haverá sinais de insuficiência hepática caso as lesões atinjam
a maior parte do parênquima hepático.
Quando há uma insuficiência hepática alguns sinais clínicos inespecíficos tendem a surgir, como vômito, diarréia, anorexia, perda de peso, poliúria, polidipsia, letargia, icterícia, opacidade
da córnea e ascite.
Várias análises laboratoriais podem auxiliar os médicos veterinários a diagnosticar uma lesão hepática, alguns exames são mais específicos e outros ajudam no momento de fazer alguns diagnósticos diferenciais.
A mensuração da enzima alanina aminotransferase ALT ou TGP é importante para avaliar o fígado, é classificada como a melhor enzima para detectar uma lesão hepática tanto em cães como em gatos, uma vez que são mais específicas nessas espécies. É uma enzima que está livre no citoplasma dos hepatócitos e de outros tecidos, sendo assim, um aumento em sua mensuração pode indicar ruptura/lesão celular, consequentemente, é liberada para a circulação.
A enzima aspartato aminotransferase AST ou TGO encontra-se livre no citoplasma dos hepatócitos, mas também tem grande presença em células dos músculos cardíaco e esquelético. Com isso, é uma enzima mais utilizada para diagnosticar doenças musculares, uma vez que não é uma enzima específica do fígado.
A fosfatase alcalina FA é uma enzima que é sintetizada em vários locais do organismo animal. É produzida no epitélio intestinal, renal, placenta, osteoblastos e no fígado. Assim, quando há aumento dessa enzima na circulação algumas hipóteses podem ser levantadas, como, por exemplo, colestase, aumento da atividade osteoblástica, doenças crônicas, utilização de algumas drogas como corticóides e anticonvulsivantes e neoplasias.
A gamaglutamiltransferase GGT também é uma enzima produzida em vários tecidos do organismo, principalmente em dois órgãos, nos rins e no pâncreas. Porém, quando há colestase ou uma lesão hepática aguda, a elevação dessa enzima na circulação pode ocorrer quase que imediatamente, uma vez que ela está presente na membrana das células que sofreram rupturas. Outro fato que pode levar a um aumento dessa enzima na circulação é a utilização de glicocorticóides. Os ácidos biliares são compostos citotóxicos que são secretados pelos hepatócitos e excretados através da bile. Geralmente, a concentração desses ácidos na circulação é baixa, mas qualquer alteração no fígado pode levar a um aumento dessa concentração, sendo detectado esse aumento antes mesmo que apareça uma icterícia, sendo um teste mais sensível que a dosagem de bilirrubina. Sendo assim, é um teste que serve para determinar se a icterícia é pré-hepática, podendo eliminar a lesão hepática como fonte da icterícia.
A ALBUMINA é a principal proteína presente no sangue dos animais e possui alto valor biológico. Em cães com hepatite crônica, que apresentem uma perda muito grande da função
hepática pode-se observar uma hipoalbuminemia no exame do animal.
A amônia é uma substância metabolizada no fígado transformando-a em uréia para poder ser eliminada pelos rins através da urina. É um composto nitrogenado originado da degradação das proteínas. Quando há aumento dessa substância na circulação do animal pode ser por alterações hepáticas agudas, avançadas ou devido a um desvio portosistêmico.
A bilirrubina está presente no organismo por dois motivos, através do metabolismo da hemoglobina de hemácias velhas, que são fagocitadas por macrófagos, essa bilirrubina é classificada como não-conjugada; e através da degradação alimentar proveniente dos intestinos.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Otite
OTITE E OS PONTOS-CHAVES PARA UM
TRATAMENTO EFICAZ
A otite é um processo inflamatório agudo ou crônico do conduto auditivo (ouvido) que pode ser classificada de acordo
com a localização (externa, média e interna), gravidade ou extensão da inflamação. Pode se caracterizar por eritema,
edema, aumento do sebo ou exsudato, e descamação do epitélio. O canal auditivo pode se apresentar com uma
condição dolorosa ou pruriginosa, dependendo da causa ou a duração. Sendo que está relacionada, na maioria das
vezes, com etiologia parasitária. É a doença mais comum do canal do ouvido em cães e gatos, podendo estar presente
em 10 a 20% dos atendimentos. É vista ocasionalmente em coelhos, nos quais geralmente é devido ao ácaro Psoroptes
cuniculus e é rara em animais de grande porte. Fatores internos e externos podem diretamente induzir inflamação e
prurido no conduto auditivo. A identificação desses fatores, assim como dos agentes causadores de otite é fundamental
para um diagnóstico bem sucedido.
FATORES PERPETUANTES, que tendem a impedir a resolução da otite média.
Muitas vezes, os três fatores estão envolvidos, mas cada categoria deve ser identificada e tratada separadamente. As
principais causas que levam diretamente a condição de doença estão relacionadas à infestação por parasitas (sarnas,
fungos), a penetração de água no conduto auditivo durante o banho, presença de corpos estranhos (partes de grama,
cerúmen endurecido, medicamentos), tumores (adenoma da glândula produtora do cerúmen, pólipos inflamatórios),
hipersensibilidades (atopia, sensibilidade a alimentos, dermatite de contato), doenças ligadas ao sistema imunológico
(autoimunes) disfunção da glândula da tireóide e substancias irritantes. A condição de inflamação das estruturas
internas do ouvido, a chamada otite média, geralmente ocorre devido à extensão da infecção a partir da parte externa do
ouvido, ou através da perfuração da membrana timpânica por um objeto estranho. Neste caso, se não tratado, o
processo inflamatório atingirá as estruturas mais internas do ouvido o que poderá resultar em perda da audição e
também do equilíbrio. A menos que todas as causas sejam identificadas e tratadas, poderão ocorrer recidivas da otite, ou
seja, o animal apresentará novamente a condição de inflamação.
FATORES PREDISPONENTES
A predisposição esta relacionada com as condições que colocam em risco o animal para o desenvolvimento do processo
inflamatório, entre eles podemos destacar o aspecto físico do ouvido como canal estreito, orelhas muito compridas,
pendulares e côncavas que não permitem uma correta ventilação do local, excesso de pelos e retirada desse pelame
com pinça ou glândulas que produzem o cerúmen, assim como doenças sistêmicas.
Os fatores predisponentes da doença são muitas vezes congênitos ou ambientais e incluem a conformação (canal de
orelha estreito), maceração do canal auditivo, tratamento excessivo ou orelha do nadador. Pequenas mudanças no
microclima podem alterar o delicado equilíbrio das secreções normais e a microflora e resultar em infecções oportunistas.
Qualquer doença que afeta respostas normais aos patógenos podem predispor o canal do ouvido para infecções
oportunistas.
FATORES PRIMÁRIOS
Incluem parasitas (Otodectes, Psoroptes, Sarcoptes, Demodex spp), corpos estranhos (capim, poeira, medicamentos),
tumores (adenoma, pólipos inflamatórios), hipersensibilidade (atopia, sensibilidade alimentar, dermatite de contato),
transtornos de queratinização, hipotireoidismo, doenças auto-imunes, celulite juvenil e irritantes (produtos de limpeza,
etc.)
FATORES PERPETUANTES
Existem os fatores que impedem que haja a cura da condição de doença uma vez que esta já esteja instalada, o que incluem as bactérias geralmente associadas à presença de fungos, otite média e alterações patológicas progressivas. Uma vez que o ambiente do canal auditivo tenha sido alterado por uma combinação de fatores primários e predisponentes, infecções oportunistas e mudanças patológicas ocorrem, o que impedem a resolução da doença. Alterações patológicas crônicas no ouvido também pode refletir uma doença sistêmica ou generalizada da pele. A menos que todas as causas sejam identificadas e tratadas, o retorno pode ser esperado.
DIAGNÓSTICO
Pavilhões auriculares e regiões Peri-auriculares devem ser inspecionados para a evidência de auto-trauma, eritema e lesões cutâneas primárias e secundárias. Para animais com sinais unilaterais, a orelha não afetada deve ser examinada em primeiro lugar para evitar a contaminação iatrogênica (por exemplo: Pseudomonas aeruginosa e Proteus mirabilis), que podem estar presentes no ouvido doente. O ouvido não afetado pode, de fato, estar doente, necessitando de uma adaptação da lista de diagnóstico diferencial para incluir causas de otite bilateral. Os canais do ouvido externo da maioria dos cães e gatos abrigam um pequeno número de comensais gram-positivos. Estes organismos podem se tornar patogênicos se o microambiente é alterado, incentivando o crescimento exagerado desses organismos. Um esfregaço corado pode determinar rapidamente se o crescimento de bactérias está presente. Cocos bacterianos são geralmente estafilococos ou estreptococos. Bacilos gram negativos são geralmente Pseudomonas aeruginosa e Proteus mirabilis, a sua aparição em um grande número indica que a cultura bacteriana com antibiograma deve ser realizada por causa de sua resistência a muitos agentes antimicrobianos. A presença de neutrófilos fagocitando muitas bactérias patogênicas confirma a natureza dos organismos. A levedura Malassezia pachydermatis é encontrado em baixos números nos canais da orelha de muitos cães e gatos normais. Não mais do que 2-3 organismos por campo devem estar presentes em qualquer conjunto de células de um animal normal. Quando as leveduras não identificadas ou organismos de hifas são vistas em grande número nos esfregaços citológicos, as espécies devem ser identificadas através da cultura. Infecções mistas, especialmente com cocos gram-positivas, são comuns. Um exsudato escuro no canal geralmente sinaliza a presença de qualquer Malassezia spp ou um parasita, mas também pode ser visto com uma infecção bacteriana ou mista. Além de citologia corada, o exsudato deve ser examinado para pesquisa de ovos, larvas ou adultos do ácaro da orelha Otodectes cynotis em cães e gatos.
Existem os fatores que impedem que haja a cura da condição de doença uma vez que esta já esteja instalada, o que incluem as bactérias geralmente associadas à presença de fungos, otite média e alterações patológicas progressivas. Uma vez que o ambiente do canal auditivo tenha sido alterado por uma combinação de fatores primários e predisponentes, infecções oportunistas e mudanças patológicas ocorrem, o que impedem a resolução da doença. Alterações patológicas crônicas no ouvido também pode refletir uma doença sistêmica ou generalizada da pele. A menos que todas as causas sejam identificadas e tratadas, o retorno pode ser esperado.
DIAGNÓSTICO
Pavilhões auriculares e regiões Peri-auriculares devem ser inspecionados para a evidência de auto-trauma, eritema e lesões cutâneas primárias e secundárias. Para animais com sinais unilaterais, a orelha não afetada deve ser examinada em primeiro lugar para evitar a contaminação iatrogênica (por exemplo: Pseudomonas aeruginosa e Proteus mirabilis), que podem estar presentes no ouvido doente. O ouvido não afetado pode, de fato, estar doente, necessitando de uma adaptação da lista de diagnóstico diferencial para incluir causas de otite bilateral. Os canais do ouvido externo da maioria dos cães e gatos abrigam um pequeno número de comensais gram-positivos. Estes organismos podem se tornar patogênicos se o microambiente é alterado, incentivando o crescimento exagerado desses organismos. Um esfregaço corado pode determinar rapidamente se o crescimento de bactérias está presente. Cocos bacterianos são geralmente estafilococos ou estreptococos. Bacilos gram negativos são geralmente Pseudomonas aeruginosa e Proteus mirabilis, a sua aparição em um grande número indica que a cultura bacteriana com antibiograma deve ser realizada por causa de sua resistência a muitos agentes antimicrobianos. A presença de neutrófilos fagocitando muitas bactérias patogênicas confirma a natureza dos organismos. A levedura Malassezia pachydermatis é encontrado em baixos números nos canais da orelha de muitos cães e gatos normais. Não mais do que 2-3 organismos por campo devem estar presentes em qualquer conjunto de células de um animal normal. Quando as leveduras não identificadas ou organismos de hifas são vistas em grande número nos esfregaços citológicos, as espécies devem ser identificadas através da cultura. Infecções mistas, especialmente com cocos gram-positivas, são comuns. Um exsudato escuro no canal geralmente sinaliza a presença de qualquer Malassezia spp ou um parasita, mas também pode ser visto com uma infecção bacteriana ou mista. Além de citologia corada, o exsudato deve ser examinado para pesquisa de ovos, larvas ou adultos do ácaro da orelha Otodectes cynotis em cães e gatos.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Leptospirose Canina
| |||
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Esporotricose – Entenda como essa zoonose afeta os cães e gatos
Saiba como age a esporotricose nos animais e entenda como ocorre sua transmissão, sintomas e tratamento.
Considerada uma zoonose, a doença chamada de esporotricose pode afetar tanto os animais como os seres humanos, sendo que boa parte dos animais que acabam afetados por este terrível mal são gatos ou cachorros.
Tendo um fungo como agente, a esporotricose só é notada pelos donos de bichinhos de estimação – na grande maioria das vezes - quando seus primeiros sinais começam a aparecer nos pets; formando lesões e feridas de diferentes graus de severidade em várias partes do corpo do animal, sendo que a face é, geralmente, o primeiro local afetado.
Transmitida por meio da entrada do fungo em uma lesão ou abertura na pele do animal, a esporotricose também pode, facilmente, ser transmitida por animais que nem mesmo estão doentes – já que o acúmulo do fungo nas unhas de felinos, por exemplo, é um enorme risco para quem tomar uma arranhada dele.
Embora os seus sinais na pele e na parte externa do corpo dos pets sejam os mais comuns e notáveis, isso não significa que a doença atinja, somente, essas regiões; já que uma série de órgãos importantes (incluindo pulmões e ossos) do bicho também podem ser seriamente comprometidas em função dessa doença devastadora.
Confira, a seguir, de que maneira ocorre a transmissão da esporotricose e quais são os seus principais sintomas, aprendendo a identificar a doença no seu pet e, consequentemente, possibilitando uma chance maior de um tratamento eficaz e uma rápida recuperação.
A transmissão da esporotricose
Conforme citado anteriormente, a esporotricose é uma zoonose que tem o fungo Sporotrix Schenckii como agente causador. Presente na natureza, este fungo específico pode ser encontrado nos mais diversos lugares, como na terra, em jardins e matas – também sendo presente em locais de pouca higiene, como lixões e áreas mais carentes de vigilância sanitária.
Necessitando de temperaturas altas e umidade para se proliferar, os fungos da doença são mais comuns em regiões temperadas e tropicais; onde as condições climáticas são mais propícias para a sua existência.
Também chamada de “doença da roseira”, a esporotricose costumava contaminar muitos seres humanos com trabalhos que exigiam o contato direto destas pessoas com vegetais, terra e flores (como floricultores, jardineiros, trabalhadores rurais e mineiros, por exemplo) – infectando-os por meio de feridas em espinhos com o fungo ou mesmo do contato de uma pequena lesão pré-existente com algum tipo de matéria contaminada.
No caso dos animais, essa transmissão fica ainda mais facilitada – tendo em vista as brigas que podem ocorrer entre bichos e o nível de cuidados dos pets ao entrar em contato com qualquer tipo de ambiente; que é zero.
Tendo algum tipo de lesão na pele e entrando em contato com material infectado, o animal já é contaminado pelo fungo; sendo que (conforme citado no início do artigo), o animal também pode ser tornar um transmissor da doença sem nem mesmo tê-la.
Como as brigas entre cães ou gatos não são incomuns, basta que um dos animais envolvidos tenha tido contato com o fungo para passá-lo para outro bicho sadio – já que esse material contaminado pode ficar alojado debaixo das suas unhas, por exemplo; sendo transportado para o pet sadio que toma uma arranhada do animal transmissor.
É importante lembrar que a esporotricose é uma zoonose e, por isso, todo cuidado é pouco quando o seu pet passa algum tempo mexendo em locai possivelmente contaminados – já que ele também pode transmitir a doença para humanos, e não só para outros animais. Portanto, evitar esse tipo de contato por parte do animal e mantê-lo sempre com a higiene em dia são medidas que podem fazer toda a diferença para prevenir a doença no seu lar.
Os sintomas da esporotricose
Tanto em cães como nos gatos, os primeiros sintomas da doença são os mesmos, e consistem em lesões que se manifestam na pele do animal; principalmente na região da cabeça e nas extremidades (locais onde os ferimentos de transmissão do fungo são mais comuns). Aparecendo, inicialmente, como uma simples ferida; a doença gera a inflamação do tecido contaminado, que se transforma em uma lesão cheia de pus chamada de cancro esporotricótico.
Na maioria dos casos, as feridas causadas pela doença não causam dor ou coceira de nenhum tipo nos animais afetados, e não é possível eliminá-las por meio de remédios convencionais; incluindo a aplicação de pomadas ou administração de medicamentos antibióticos, por exemplo.
Entretanto, nos casos mais graves é possível notar uma série de outros sintomas além das lesões na pele, como febre, apatia e perda de apetite. Ainda em quadros mais desenvolvidos – e que já se disseminaram para os pulmões do acometido – pode haver a ocorrência de tosse com catarro, espirros, fadiga extrema, dificuldade em respirar e até a saída de sangue pelas vias respiratórias do animal.
Diagnóstico e tratamento da esporotricose
Infelizmente, o problema só é notado quando seus primeiros sintomas começam a aparecer e, como muitos dos sinais da esporotricose podem ser confundidos com os de outras doenças (como leishmaniose e herpes, entre outras), seu diagnóstico nem sempre é muito simples.
Conforme alertamos constantemente em nossos artigos, ao notar qualquer sinal anormal no seu pet, a melhor medida é leva-lo a uma clínica veterinária – pois, somente um profissional será capaz de identificar o problema e trata-lo de maneira eficiente.
No caso da esporotricose, o médico veterinário, primeiramente, realiza um exame clínico; buscando informações sobre a vida do animal e seus costumes, procurando saber se ele pode ter se envolvido em brigas na rua ou tido algum tipo de contato com regiões onde a propensão para o a contaminação pelo fungo é maior.
Feito isso, o profissional deve pedir uma série de exames adicionais de laboratório, incluindo biópsias, exames de sangue e a observação de material coletado em microscópio e em “lâmpada de Wood” (que é semelhante à luz negra), entre outros; para que possa determinar um diagnóstico final com certeza e, a partir disso, recomendar o melhor tratamento para o animal.
Embora já haja, atualmente, uma série de produtos no mercado que são bastante eficazes no tratamento da esporotricose; essa doença pode ser fatal nos casos em que o problema já está bastante desenvolvido – e isso prova, mais uma vez, a importância de não adiar uma visita à clínica veterinária quando seu pet apresentar anormalidades; já que isso pode fazer, literalmente, toda a diferença entre a vida e a morte do animal.
Nos casos em que a infecção ainda é relativamente recente, no entanto, o tratamento da doença pode ser eficaz – embora seja lento. Na maioria das vezes, antifúngicos são os medicamentos usados para curar a esporotricose; sendo administrados de forma oral ou injetável no animal – e suplementos e vitaminas também podem ser receitados em conjunto, dependendo do caso.
Considerada uma zoonose, a doença chamada de esporotricose pode afetar tanto os animais como os seres humanos, sendo que boa parte dos animais que acabam afetados por este terrível mal são gatos ou cachorros.
Tendo um fungo como agente, a esporotricose só é notada pelos donos de bichinhos de estimação – na grande maioria das vezes - quando seus primeiros sinais começam a aparecer nos pets; formando lesões e feridas de diferentes graus de severidade em várias partes do corpo do animal, sendo que a face é, geralmente, o primeiro local afetado.
Transmitida por meio da entrada do fungo em uma lesão ou abertura na pele do animal, a esporotricose também pode, facilmente, ser transmitida por animais que nem mesmo estão doentes – já que o acúmulo do fungo nas unhas de felinos, por exemplo, é um enorme risco para quem tomar uma arranhada dele.
Embora os seus sinais na pele e na parte externa do corpo dos pets sejam os mais comuns e notáveis, isso não significa que a doença atinja, somente, essas regiões; já que uma série de órgãos importantes (incluindo pulmões e ossos) do bicho também podem ser seriamente comprometidas em função dessa doença devastadora.
Confira, a seguir, de que maneira ocorre a transmissão da esporotricose e quais são os seus principais sintomas, aprendendo a identificar a doença no seu pet e, consequentemente, possibilitando uma chance maior de um tratamento eficaz e uma rápida recuperação.
A transmissão da esporotricose
Conforme citado anteriormente, a esporotricose é uma zoonose que tem o fungo Sporotrix Schenckii como agente causador. Presente na natureza, este fungo específico pode ser encontrado nos mais diversos lugares, como na terra, em jardins e matas – também sendo presente em locais de pouca higiene, como lixões e áreas mais carentes de vigilância sanitária.
Necessitando de temperaturas altas e umidade para se proliferar, os fungos da doença são mais comuns em regiões temperadas e tropicais; onde as condições climáticas são mais propícias para a sua existência.
Também chamada de “doença da roseira”, a esporotricose costumava contaminar muitos seres humanos com trabalhos que exigiam o contato direto destas pessoas com vegetais, terra e flores (como floricultores, jardineiros, trabalhadores rurais e mineiros, por exemplo) – infectando-os por meio de feridas em espinhos com o fungo ou mesmo do contato de uma pequena lesão pré-existente com algum tipo de matéria contaminada.
No caso dos animais, essa transmissão fica ainda mais facilitada – tendo em vista as brigas que podem ocorrer entre bichos e o nível de cuidados dos pets ao entrar em contato com qualquer tipo de ambiente; que é zero.
Tendo algum tipo de lesão na pele e entrando em contato com material infectado, o animal já é contaminado pelo fungo; sendo que (conforme citado no início do artigo), o animal também pode ser tornar um transmissor da doença sem nem mesmo tê-la.
Como as brigas entre cães ou gatos não são incomuns, basta que um dos animais envolvidos tenha tido contato com o fungo para passá-lo para outro bicho sadio – já que esse material contaminado pode ficar alojado debaixo das suas unhas, por exemplo; sendo transportado para o pet sadio que toma uma arranhada do animal transmissor.
É importante lembrar que a esporotricose é uma zoonose e, por isso, todo cuidado é pouco quando o seu pet passa algum tempo mexendo em locai possivelmente contaminados – já que ele também pode transmitir a doença para humanos, e não só para outros animais. Portanto, evitar esse tipo de contato por parte do animal e mantê-lo sempre com a higiene em dia são medidas que podem fazer toda a diferença para prevenir a doença no seu lar.
Os sintomas da esporotricose
Tanto em cães como nos gatos, os primeiros sintomas da doença são os mesmos, e consistem em lesões que se manifestam na pele do animal; principalmente na região da cabeça e nas extremidades (locais onde os ferimentos de transmissão do fungo são mais comuns). Aparecendo, inicialmente, como uma simples ferida; a doença gera a inflamação do tecido contaminado, que se transforma em uma lesão cheia de pus chamada de cancro esporotricótico.
Na maioria dos casos, as feridas causadas pela doença não causam dor ou coceira de nenhum tipo nos animais afetados, e não é possível eliminá-las por meio de remédios convencionais; incluindo a aplicação de pomadas ou administração de medicamentos antibióticos, por exemplo.
Entretanto, nos casos mais graves é possível notar uma série de outros sintomas além das lesões na pele, como febre, apatia e perda de apetite. Ainda em quadros mais desenvolvidos – e que já se disseminaram para os pulmões do acometido – pode haver a ocorrência de tosse com catarro, espirros, fadiga extrema, dificuldade em respirar e até a saída de sangue pelas vias respiratórias do animal.
Diagnóstico e tratamento da esporotricose
Infelizmente, o problema só é notado quando seus primeiros sintomas começam a aparecer e, como muitos dos sinais da esporotricose podem ser confundidos com os de outras doenças (como leishmaniose e herpes, entre outras), seu diagnóstico nem sempre é muito simples.
Conforme alertamos constantemente em nossos artigos, ao notar qualquer sinal anormal no seu pet, a melhor medida é leva-lo a uma clínica veterinária – pois, somente um profissional será capaz de identificar o problema e trata-lo de maneira eficiente.
No caso da esporotricose, o médico veterinário, primeiramente, realiza um exame clínico; buscando informações sobre a vida do animal e seus costumes, procurando saber se ele pode ter se envolvido em brigas na rua ou tido algum tipo de contato com regiões onde a propensão para o a contaminação pelo fungo é maior.
Feito isso, o profissional deve pedir uma série de exames adicionais de laboratório, incluindo biópsias, exames de sangue e a observação de material coletado em microscópio e em “lâmpada de Wood” (que é semelhante à luz negra), entre outros; para que possa determinar um diagnóstico final com certeza e, a partir disso, recomendar o melhor tratamento para o animal.
Embora já haja, atualmente, uma série de produtos no mercado que são bastante eficazes no tratamento da esporotricose; essa doença pode ser fatal nos casos em que o problema já está bastante desenvolvido – e isso prova, mais uma vez, a importância de não adiar uma visita à clínica veterinária quando seu pet apresentar anormalidades; já que isso pode fazer, literalmente, toda a diferença entre a vida e a morte do animal.
Nos casos em que a infecção ainda é relativamente recente, no entanto, o tratamento da doença pode ser eficaz – embora seja lento. Na maioria das vezes, antifúngicos são os medicamentos usados para curar a esporotricose; sendo administrados de forma oral ou injetável no animal – e suplementos e vitaminas também podem ser receitados em conjunto, dependendo do caso.
sábado, 25 de outubro de 2014
Diabetes Canina
|
Diabetes Mellitus
|
|
|
O que é a Diabetes Mellitus canina?
A Diabetes Mellitus é uma doença comum em animais séniores, mas pode também surgir em animais jovens e cadelas grávidas. A Diabetes Mellitus é uma doença endócrina que ocorre quando o organismo não consegue utilizar corretamente a glicose. Após a refeição o alimento é digerido e todos os nutrientes são absorvidos pelo intestino. No caso da glicose, esta é transportada da corrente sanguínea para as células de todo o organismo, funcionando como a sua fonte de energia. Para que a glicose seja transportada para as células é necessário insulina. A insulina é um hormônio produzido pelas células-beta do pâncreas que, após a sua síntese, é liberada para a corrente sanguínea de forma a cumprir a sua função. A Diabetes mellitus no cão é do tipo I, ou congênita, embora também esta doença também possa acontecer de forma adquirida. A Diabetes do tipo I resulta de uma insuficiente produção de insulina pelo pâncreas o que leva a uma acumulação da glicose no sangue e consequentemente a uma diminuição da chegada de energia às células. Este aumento dos níveis de glicose no sangue denomina-se de hiperglicemia, característica dos animais diabéticos. Nestas situações, como o organismo não consegue utilizar a glicose como fonte energética, vai utilizar a gordura e as proteínas musculares, o que irá provocar perda de peso. Por esta razão o animal está sempre com fome e come muito, pois as células têm falta de energia, mas, por outro lado, emagrecem, já que a sua alternativa é a metabolização da gordura e do músculo. A diabetes canina é muito comum - entre 1 em cada 100 e 1 em cada 500 cães desenvolvem diabetes. Qualquer cão pode desenvolver diabetes, mas alguns apresentam mais predisposição.
Quais são os
sinais clínicos da Diabetes Mellitus?
Conhecer os sinais da diabetes é o primeiro passo para proteger a saúde do seu cão. Se qualquer uma das frases abaixo descreve seu animal de estimação, fale com seu Médico Veterinário sobre a possibilidade de diabetes:
Outros sinais de que deve estar atento são: infecções recorrentes ou crónicas (incluindo infecções cutâneas e urinárias). Recomenda-se que na presença de um destes sinais o animal seja examinado pelo Médico Veterinário. Como a Diabetes é diagnosticada? A Diabetes Mellitus é considerada pelo Médico Veterinário quando há a presença dos sinais clínicos referidos. São realizados testes laboratoriais sanguíneos e análise de urina de forma a fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças características de animais idosos. Na presença de elevados níveis de glicose sanguínea em jejum e de glicose na urina de forma persistente confirma-se o diagnóstico. Qual é o tratamento? Se for diagnosticada diabetes ao seu cão, então agora é hora de aprender a cuidar do seu animal de estimação diabético. O objetivo do controle da diabetes é manter as concentrações de glicose em níveis que não sejam elevados, evitando subidas e descidas abruptas, e reduzir ou eliminar os sinais da diabetes, tais como sede e micção excessivas. Embora a diabetes não possa ser curada, a doença pode ser controlada com sucesso com injeções diárias de insulina e alterações na dieta. E um controle bem sucedido da diabetes significa que o seu cão pode levar uma vida feliz, saudável, ativo e com qualidade de vida. Quando a Diabetes Mellitus é diagnosticada o Médico Veterinário prescreve um tipo de insulina. Esta é administrada por via subcutânea com uma pequena agulha que, normalmente, é bem tolerada pelo animal. O proprietário deve aprender corretamente com o Médico Veterinário como preparar e administrar a insulina. Cada animal reage de forma diferente à insulina e por isso não existe uma dose nem um tipo de insulina igual para todos, esta deve ser adaptada ao animal. Pode até ser necessário que o seu cão fique na clínica veterinária por alguns dias para que o seu Médico Veterinário possa acompanhar de perto a resposta do seu cão ao tratamento. São necessárias monitorizações ao longo do tempo pelo Médico Veterinário de forma a manter os valores de glicemia controlados. No entanto, caso haja alguma alteração no animal este deve ser examinado pelo Médico Veterinário, pois pode ser necessário ajustar a dose de insulina. A dieta desempenha um papel fundamental no controlo da Diabetes, pois ajuda a controlar a quantidade de glicose ingerida pelo animal. Existem rações formuladas no mercado para animais diabéticos. Idealmente a dose diária deve ser dividida em duas vezes, uma de manhã e outra a noite. A alimentação pode ser acompanhada pela administração de insulina, de acordo com a prescrição efetuada para o animal. Não devem ser adicionados extras à ração, pois estes apenas vão descontrolar os níveis de glicose no animal. O exercício ajuda a manter os animais de estimação ativos, saudáveis e felizes. Mas para cães diabéticos, o exercício precisa ser regulado, porque a atividade física afeta as concentrações sanguíneas de glicose do seu cão. O melhor é criar uma rotina de exercícios consistentes para o seu cão diabético para evitar mudanças bruscas de requisitos de energia (glicose). Se estiver preocupado(a) com a quantidade de exercício que o seu cão diabético precisa, pergunte ao seu Médico Veterinário. Cuidados especiais Um animal com Diabetes Mellitus requer tratamento para a vida. É fundamental cumprir rigorosamente a dieta indicada e administrar insulina conforme o prescrito pelo Médico Veterinário de forma a manter os níveis sanguíneos de glicose dentro dos valores normais. Cada animal é individual e reage de forma diferente, por isso por vezes, pode ser necessário ajustes na dose de insulina e por isso o animal deve ser acompanhado pelo Médico Veterinário regularmente para monitorizações. Alguma alteração nos sinais do animal deve ser imediatamente transmitida ao Médico Veterinário, pois podem surgir complicações, como é o caso da Cetoacidose Diabética. O cumprimento do tratamento prescrito e monitorizações ao longo do tempo é a chave para o controlo adequado dos níveis de glicemia evitando complicações e dando ao animal uma vida longa e com qualidade. |
|
Assinar:
Postagens (Atom)






